segunda-feira, novembro 27, 2006
Ditado sábio.
A noite está tão quieta que chego a ouvir o ponteiro dos segundos se arrastando no relógio.são três da madrugada, os neurônios viraram abóbora e aqui estou em frente da televisão dando risada das piadas do Otávio Mesquita.
Aos onze anos eu era uma imbecil, o tempo passou e eu continuo sendo a mesma imbecil, só que mais experiente, mas de que vale a experiência se vivo cometendo os mesmos erros?.
O fato é que desde criança nutro o hábito de fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
Faço minhas refeições enquanto assisto TV, mando um SMS em meio à elaboração deste post, leio diversos textos simultaneamente. E o fato é que nessa fome de diversas tarefas ao mesmo tempo, reconheço que nem sempre meu desempenho é o ideal.
Tenho a consciência de que se me dedicasse a uma coisa de cada vez provavelmente administraria melhor meu tempo pessoal, terminando os textos que redijo com maior rapidez, mastigando em vez de engolir minhas refeições, finalizando os muitos romances que deixei inacabados e olhando com e-mails acumulados para responder.
"Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje" é um ditado muito sábio, porém nunca fez parte da minha vida. E juro que não é de propósito!
Eu tenho um péssimo hábito de acumular tarefas e achar que meu dia pode ter 27 horas se eu assim desejar. Então, enquanto corro contra os ponteiros depois de toda a lenga-lenga, fico me martirizando, me condenando e querendo dar murros em mim mesma só de pensar no monte de dias livres que tive e não aproveitei.
segunda-feira, novembro 20, 2006
O amor segundo o brega

Pelo Título vc deve ter pensado: - Lá vem Juliana com mais uma das suas teorias...
ENGANOU-SE. Haha. Sei que meu blog anda bastante “sentimental”, mas hoje ñ resisti de comentar uma coisa bem besta por aqui.
Nas minhas noitadas de internet, mais de 3 horas da manhã acabei por escutar essas rádios on-line sabe como é?
Foi então que me encontrei rindo feito uma Imbecil. (Apesar de que isso não é novidade para aqueles que me conhecem).
Ao invés de me conectar na jovem pan, transamérica, e essas rádios do tipo. Acabei ligando numa radiozinha lá do sul, pense bem:
3 horas da manha X radiozinha do sul.
É isso mesmo que vc está pensando...
"Quem dera ser um peixe/ Para em teu límpido aquário mergulhar/ Fazer borbulhas de amor para te encantar/”
Acabei por escutar a musica toda pq eu e Karla, zoávamos demais essa letra na “Pré adolescência “(Lembra disso ka? Rsrs)
Continuando...
Acabado esse Clássico do Fagner... Toca mais uma lista de perolas.
Corações, corações são pequeninos grãos de areia tão fininhos,Que qualquer vento menino leva pra outro lugar "Fábio Junior, "Desejos e Delírios
Comentário: Eu adoro a parte do "vento menino". Seja lá o isso que signifique. rsrs
"Parece que ela enfiou uma espada de aço no meu coração
Fez escorrer o meu sangue, manchou minha alma
E me atirou no chão
Com o meu corpo ferido jogado, esquecido, parecendo animal
E eu não voltei ao normal "Amado Batista, "Um Pedaço de Mim"
Comentário: Que mulher teve coragem de machucar tanto um homem de nome Amado? Nessa hora já tinha acordado a minha casa de tanto rir.
Ah, que coisa linda e profunda, não? Pois assim são os versos de amor cantados pelos maiores nomes da música brega: exagerados, cheios de dramas e comparações com a natureza.
Ironicamente, ser brega hoje é ser cult, e artistas como Wando agora desfrutam de certo reconhecimento. Verdade seja dita: impossível haver uma música brasileira mais popular do que isso.
- (Se esse microfone tivesseee cabeloooo, ele usaria neutrooooox).
- (Se essa televisão tivesse cabeloooo, ela usaria neutroxxx)
Bom agora to indo mesmo, já expus demais minha parte infantiloide por aqui. Beeeijos :*
quinta-feira, novembro 09, 2006
Ele é SEU personagem.

Não, não é nada disso, a gente sofre é pela impossibilidade.
Pois é, aquele baixinho esquisito que vc pensa que gosta, não pertence ao grupo dos amores possíveis, a graça dele pode durar uma eternidade, dependendo do TEU grau de criatividade. Ele já tem alguém, pertence a um caminho que passa longe do seu, sabe cumé?
Portanto pertence ao campo dos idealizados, sonhados e distantes, o que faz dele enorme, lá no pedestal. E nada melhor do que a improbabilidade para esquentar uma paixão.
Ele é seu, seu personagem.
Você coloca todos os seus sonhos, toda a sua imaginação. Cenas completas com fundo musical e palavras certas, finais e desfechos inesperados.
Quando você menos espera, ele faz mais parte da sua vida do que você mesma. Mas a realidade aparece mais cedo mais tarde, vem como uma angústia.
Era só um cara interessante, agora pode te matar.
Pronto, você está apaixonada. E a paixão tem suas etapas. Primeiro a negação: eu apaixonada? Imagina. Ele é impossível.
Depois a maximização: ele é mais inteligente, mais bonito, mais engraçado.
Daí é a vez da "superlativização": em vez de ser mais, ele é "o mais",o mais inteligente e o mais gostoso. E você está a um passo do endeusamento: "ele é único", aí fodeu.
Se ele é único, ele é a sua única chance de ser feliz. E, se ele não quer nada com você, você acaba de perder a sua única chance de ser feliz. Bem-vinda à depressão.
Como você é ridícula, amor platônico é para adolescentes. Lá fora há milhares de possibilidades de felicidade, de felicidades possíveis. De realidade. E você eternamente trancada na porta que o mundo fechou na sua cara. Fazendo questão de questionar e atentar o inexistente.
Vá viver um grande amor.
Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?